007 Contra Goldfinger

Primeiro filme da série com o diretor Guy Hamilton, que faria muitos mais, esse James Bond segue um ritmo mais pausado de início, o que permite um acompanhamento melhor da trama. Por outro lado, preso ao modo didático, pode soar um pouco decepcionante no final. O vilão Auric Goldfinger (Gert Fröbe) é um dos mais lembrados talvez pelo seu plano mais ambicioso: tornar inutilizável todo o ouro das reservas norte-americanas e como consequência multiplicar o valor do seu. É curioso também notar relação aparentemente amistosa entre Goldfinger e o agente britânico, onde até golfe jogam juntos (e seu capanga coreano mudo, Oddjob, é uma diversão à parte).

O fato é que o esquecimento temporário da ESPECTRO, a organização criminal que Bond precisa sempre combater, fez bem por trazer novos ares. A Bondgirl mais inesquecível é a Pussy Galore (Honor Blackman), uma vilã bipolar e cujo nome dá abertura para muitas frases inspiradas do agente. Sean Connery continua sendo um James Bond que usa seu charme e inteligência da melhor maneira possível, mas começa a demonstrar sentimentos antes inexistentes no assassino sangue frio dos dois primeiros longas.

★★★★☆ Wanderley Caloni, 2012-11-11 imdb