A Melhor Escolha

Jan 18, 2018

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Você não adora ver um filme sem nenhuma resposta pronta? Sem nenhuma conclusão inteligente, sagaz, que quer demonstrar como é bem pensado e articulado. Não. A Melhor Escolha possui apenas três amigos saindo juntos, dormindo juntos, conversando juntos. E rindo juntos. Eles envelheceram, mas são os mesmos. Mesmo com a troca de atores. O espírito desses personagens passou 30 anos intocados, apenas marcados. Mas este não é um drama, a vida continua, e ninguém está chorando. É hora de rever os velhos amigos.

Esta é uma continuação, tanto em romance quanto em filmes, de uma história de 1973 e um filme de Hal Ashby, A Última Missão. No original dois oficiais da marinha levam um terceiro para a prisão por ter cometido um delito e se divertem no caminho por uma semana. Neste os nomes e as situações são trocados, mas se mantém o espírito da coisa 30 anos depois. Otis Young, Randy Quaid e Jack Nicholson viram, respectivamente, Laurence Fishburne, Steve Carell e Bryan Cranston.

Os atores originais ainda estão vivos, mas a nova trupe foi uma ótima escolha, pois são os atores mais conhecidos para seus respectivos papéis. O resultado é uma química invejável em um filme que passa rápido de tão divertido. Muitos diálogos extremamente inspirados sem atrair atenção para a esperteza de seu roteiro (embora o jogo de situações que os colocam em movimento e juntos é particularmente sutil e eficiente). Conseguimos dar risada e chorar com esses três mesmo sem haver nada além de uma conversa com velhos amigos.

Wanderley Caloni, 2018-01-18. A Melhor Escolha. IMDB.