A Ópera de Paris

2017/11/24

Sempre teve curiosidade para saber como funciona uma casa de ópera e balé? Eu não. Mas se você sim, então A Ópera de Paris é uma ótima recomendação. O filme se passa quase totalmente atrás das cortinas, e explica de onde vem o dinheiro para custear uma super-produção dessas (dica: não é dinheiro limpo), como funciona a política por trás dos “direitos” dos trabalhadores (dica: estamos na França) e também explica como funciona pegar dinheiro roubado e transformar em diversão para uma elite que discute se seria interessante tornar o espetáculo mais acessível baixando os ingressos para… 150 euros. Uma diversão para poucos, eu diria. Felizmente, o ingresso desse filme – e de nenhum outro – não deve passar dos 10.

E é essa a vantagem do filme e da direção de Jean-Stéphane Bron, que acompanha seu colega, o diretor da Ópera de Paris, Stéphane Lissner, conforme o vemos lidando com todas as questões referentes ao funcionamento da casa. Junto dele há equipes e mais equipes responsáveis por cada detalhe na condução do show, desde o timing de entrada/saída de pessoas até limpeza. E aliado a isso há divertos takes sobre o treinamento dos artistas, sejam eles músicos, dançarinos e cantores. Há um quadro persistente em volta de um jovem tenor russo, talvez porque a história dele é interessante. Também há um esforço em mostrar como a ópera ajuda crianças carentes a ter contato com instrumentos caros (o lado social do projeto). E não há muita discussão sobre nada a fundo.

Isso porque o filme não nos traz tensão, apenas informação. Essa informação é documental, sempre curiosa e interessante. Mas não eleva a experiência ao próximo nível. Se mantém como uma curiosidade eterna, um pouco mais longa do que devia. Mas nunca tediosa.

Acompanhamos todos os preparativos dos espetáculos, os problemas da vida real e as soluções, como atentados terroristas e greves (um dia comum na França), e música clássica e suas pontas sendo feitas por gente de alto escalão.

★★★★☆ L'Opéra. Switzerland, 2017. Direction: Jean-Stéphane Bron. Cast: Stéphane Lissner (Himself). Benjamin Millepied. Edition: Julie Lena. Cinematography: Blaise Harrison. Soundtrack: Benjamin Millepied. Runtime: 110. Ratio: 1.85 : 1. Gender: Documentary. Category: movies Tags: cabine

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