Anjos da Noite

2013/03/04

O primeiro filme da saga dos vampiros e lobisomems (não estou falando de Crepúsculo) pode conter um pano de fundo curioso e com potencial dramático para um ótimo filme. Infelizmente não é isso que acontece em Anjos da Noite, que se esforça como filme de drama e ação sem conseguir se sair bem em nenhum dos dois.

Ambientado sempre no escuro e no subsolo, a história gira em torno de dois clãs que guerreiam por séculos. Os vampiros, imortais por sua natureza, durante 500 anos vivem um período de hegemonia por terem exterminado quase toda a espécie rival. Uma nova suspeita de que pode estar havendo uma busca por uma arma letal contra os vampiros, porém, faz com que Selena, uma vampira assassina, se envolva com um humano que pode ser a chave desse mistério.

Se envergonhando com uma sinopse tão batida como essa, a atuação dos atores não faz melhor, soando inexpressiva a maior parte do tempo. É como se o único objetivo daquelas pessoas fosse posar para uma nova cena estilizada que usa um figurino “dark” como se fosse a última invenção do Cinema.

Bom, não é. Rodado seis anos após Matrix, o diretor Lea Wiseman não se envergonha sequer em tentar reproduzir todas as cenas famosas do trabalho dos irmãos Wachowski. Na verdade, nem se limita apenas às famosas - como a garota que sai atirando por um corredor no subsolo - mas até mesmo situações e ângulos que delineiam o estilo dos diretores, como o vilão que se recupera de um golpe ou as tomadas vistas de cima de corredores vazios e um carro de polícia. Para “apoiar” a decisão do diretor, o músico insere toque repetidos à exaustão do filme sobre realidade virtual, não se importando com o fato de que esse universo não possui nenhuma relação com o plagiado senão o tom “dark” mal copiado.

Se os efeitos visuais impressionam, ou impressionavam na época, hoje eles são expostos como meramente exibicionistas. Ainda mais se notarmos que eles ocorrem em quadros isolados da ação, podendo ser trabalhados isoladamente de duas cenas sem sequer se preocupar em inserir parte da ação por trás da transformação das criaturas.

★☆☆☆☆ Underworld. UK, 2003. Direction: Len Wiseman. Script: Kevin Grevioux. Len Wiseman. Danny McBride. Danny McBride. Cast: Kate Beckinsale. Scott Speedman. Michael Sheen. Shane Brolly. Bill Nighy. Erwin Leder. Sophia Myles. Robbie Gee. Wentworth Miller. Edition: Martin Hunter. Cinematography: Tony Pierce-Roberts. Soundtrack: Paul Haslinger. Runtime: 121. Ratio: 2.35 : 1. Gender: Action. Category: movies

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