Blacklist (piloto)

Um episódio, e nada impressionante. Blacklist – uma série com James Spader, Megan Boone e Harry Lennix – apresenta um anti-herói que deve começar a fazer “delações premiadas” em troca de imunidade, sendo que ele próprio irá tirar vantagem disso, por conhecer tão bem o submundo do crime e por conhecer melhor ainda o passado, presente e talvez futuro da recém-agente do FBI/CIA/Whatever Elizabeth Keen (Boone).

A questão é: já vimos algo parecido com isso em O Silêncio dos Inocentes, o que tira toda a graça dessa dinâmica tão inferior, mesmo que com bons atores. O problema é televisionar a ação, torná-la episódica (divida em partes) e ainda querer impressionar com reviravoltas que são óbvios ululantes de um roteiro que pede para ser chamado de previsível, pois carece de pelo menos uma camada a mais de ofuscação para o espectador mais atento.

Mas não me leve a mal: James Spader está divertidinho (seu estilo) e convence. Megan Boone tem o potencial de se tornar uma grande personagem. Harry Lennix é o único desapontamento (mas já vimos isso em Matrix Revolutions), e toda essa saga hollywoodiana até que pode render bons momentos, mas, a julgar pelo episódio-piloto, sempre irá lembrar que esse formato enlatado já é batidíssimo desde a primeira cena.

★★★☆☆ Wanderley Caloni, 2016-05-20 imdb