Category: series

The Umbrella Academy

May 15, 2019 3 min.

Estava assistindo The Umbrella Academy e lá pelo terceiro episódio tive uma ideia genial: assistir já o último. A ideia para um crítico de cinema como eu é clara: não há nada que seja desenvolvido nos episódios intermediários que não será citado ou terá referências no season finale, e se houver não importa tanto assim. Tempo economizado, pretendo fazer isso com todas as séries se o começo não tiver indícios de que o resto seja acima da média.

I Think You Should Leave With Tim Robinson

Apr 27, 2019 1 min.

Essa é mais uma das séries de comédia da Netflix que começa com suas melhores piadas no piloto e vai piorando. Ela tem uma pegada Monty Python de experimentação misturado com os canais da tv interdimensão de Rick & Morty, mas não consegue dar o salto final para o abismo. São quadros até que bem bolados, mas quase nenhum deles sabe bem quando parar. Algumas cedo demais, muitas tarde demais.

Special Primeira Temporada

Apr 26, 2019 2 min.

Tenho algo a confessar: o piloto de Special mentiu para mim. Pensei que seria uma série de humor negro onde alguém com paralisia cerebral seria atropelado constantemente por um carro. Mas não é. Está mais para um programa preenchendo cota para deficientes. E deficiente no caso físico, emocional e mental. Nunca é explicado na série o que é realmente um paralítico cerebral, mas a conclusão que chegamos no final é que se trata de uma pessoa que não consegue fazer algumas coisas como amarrar sapatos e embaralhar cartas, mas outras sim, como usar o celular e o computador.

Special

Apr 24, 2019 1 min.

Ryan O’Connel criou e é o astro de sua própria série. Ele tem paralisia cerebral, é gay (pelo menos na série) e não tem vergonha de sair do armário. Por ser gay. Já por ser aleijado… Esta é uma série de humor negro, e apenas por isso eu a recomendo. Mas há mais coisas. Ele vai trabalhar em uma revista de millenials. Tem um cara usando suspensórios. A estrela do lugar é uma gorda porque ela vive escrevendo artigos sobre o orgulho de ser gorda.

Bonding

Apr 24, 2019 2 min.

Bonding, ou Amizade Dolorida (como está na Netflix Brasil), é uma série curtinha, que quase pode ser um filme, se tivesse a ousadia de implementar um closure no final de sua temporada. Mas não importa: é um conteúdo solto. Livre, leve e solto. Ele trata de traumas de adolescência, sexo e fetichismo de maneira a abraçar o mundo. E é um abraço gostoso e engraçado. É mais ou menos essa a impressão dessa série que possui um elenco afiado para sua história, que envolve a amizade entre um gay/bi e uma garota atormentada pelos rapazes do colégio.

Necrópolis

Apr 22, 2019 1 min.

Esta série é um bom exemplo de como fazer conteúdo engraçado sem pretensão alguma e um orçamento menor ainda que a pretensão e ficar bom. Bom, bom eu não diria. Ele fica exatamente como você esperaria que ficasse um vídeo com você e seus amigos em uma tarde preguiçosa e criativa. Ela conta a história de um escritório do IML (Instituto Médico Legal) em que a última alternativa de médico residente foi o fracassado Richard (Rafael Pimenta), que estudou cinco anos para passar em uma faculdade particular de medicina e se formou e se envidou no processo, se tornando “doutor”.

Osmosis

Apr 16, 2019 1 min.

Ah, se o amor fosse apenas um código em um computador orgânico – aka nosso cérebro – e que fosse possível descobrir sua alma gêmea simplesmente analisando esse código. E se essa série distópica da Netflix, baseada em uma versão mais romântica e dramatizada de um episódio de Black Mirror, fosse francesa, e exibisse todas as formas de amar de um futuro próximo? Bom, aí nós teríamos que perder uma hora assistindo ao piloto para concluir: ideia interessante.

Coisa Mais Linda

Apr 15, 2019 1 min.

Essa é uma série brasileira vintage que se passa em um Rio de Janeiro que parece feito em computador, com fundos de cenários que se parece com a lista de papéis de parede do Windows, com filtros exagerados que lembram a primeira vez que a TV Globo botou as mãos em full hd e com aquele saudosismo dos anos 90 a respeito dos anos 50. Prova disso é seu feminismo chinfrim, ultrapassado, que tenta soar atual em um Brasil na década de 50.

Gunnm (aka Alita)

Feb 6, 2019 2 min.

Curioso que sou, resolvi dar uma olhada no OVA dos anos 90 responsável por Alita: Anjo de Combate, blockbuster tecnológico com efeitos de captura de movimentos e expressão de fritar o cérebro humano. Com menos de uma hora, todos os momentos icônicos do longa metragem dirigido por Robert Rodriguez estão lá, jogadas da mesma maneira, sem esperança de uma narrativa coesa que trame a favor de alguma conclusão. Se trata de um vislumbre rápido e aleatório de um futuro distante onde certas coisas existem, e que no fundo nunca mudaram: ricos contra pobres, enganação, ilusão e o medo de fracassar na vida.

Boneca Russa

Feb 6, 2019 2 min.

Sempre que alguém vem com a ideia de refazer o princípio do icônico filme de Bill Murray, Feitiço do Tempo, já surge aquele sentimento de muleta narrativa para tornar uma história artificialmente interessante. E quando essa ideia vem da Netflix, então, é certeza que lá vem bomba. Nesse caso uma das atrizes russas de Orange is the New Black, Natasha Lyonne, junto com Leslye Headland e a comediante Amy Poehler (da série Parks and Recreation) resolvem usar um princípio muito simples que vai se desenrolando em princípios menores e irrelevantes.