Chatô - O Rei do Brasil

Chatô é o Suprema Felicidade do diretor estreante Guilherme Fontes, um ator de novelas. É confuso, sem motivo e um desfile de momentos pseudo-marcantes na vida do magnata Assis Chateaubriand. Tenta através da bagunça de sua linha do tempo criar transições elegantes, e eventualmente até consegue. Mas a pergunta que fica sempre é: a que preço?

Empregando um protagonista irremediavelmente caricato de Marco Ricca e um Getúlio Vargas absolutamente desinteressante (Paulo Betti), “Chatô” consegue unir figuras históricas em torno de um formato televisivo para falar sobre a manipulação da mídia. É muita contradição ao mesmo tempo, o que poderia render boas ideias, mas que no fim tornou-se uma experiência confusa, meio sem pé nem cabeça, e entediante por sua repetição de momentos pseudo-solenes.

A solenidade do filme faz abrir bocejos a todo momento. A palavra Brasil é usada a torto e a direito, e a apropriação do povo brasileiro pelos diálogos de uma análise pedestre ridícula. Os diálogos talvez incomodassem menos se fossem seguidos de alguma ação. Porém, ele é seguido de mais diálogos, e nunca fazem parte de uma trama com cadência, pois como falei, os tempos passado, presente e futuro se combinam para formar uma miscelânea de momentos caóticos.

★☆☆☆☆ Wanderley Caloni, 2016-03-15. Chatô - O Rei do Brasil. Chatô - O Rei do Brasil (Brazil, 2015). Dirigido por Guilherme Fontes. Escrito por João Emanuel Carneiro, Guilherme Fontes, Matthew Robbins, Fernando Morais. Com Andrea Beltrão, Paulo Betti, Ingrid Borgoin, Gabriel Braga Nunes, Nathália França, Eliane Giardini, Leandra Leal, Tatiana Monteiro, Luís Antônio Pilar. imdb