Chatô - O Rei do Brasil

Chatô é o Suprema Felicidade do diretor estreante Guilherme Fontes, um ator de novelas. É confuso, sem motivo e um desfile de momentos pseudo-marcantes na vida do magnata Assis Chateaubriand. Tenta através da bagunça de sua linha do tempo criar transições elegantes, e eventualmente até consegue. Mas a pergunta que fica sempre é: a que preço?

Empregando um protagonista irremediavelmente caricato de Marco Ricca e um Getúlio Vargas absolutamente desinteressante (Paulo Betti), “Chatô” consegue unir figuras históricas em torno de um formato televisivo para falar sobre a manipulação da mídia. É muita contradição ao mesmo tempo, o que poderia render boas ideias, mas que no fim tornou-se uma experiência confusa, meio sem pé nem cabeça, e entediante por sua repetição de momentos pseudo-solenes.

A solenidade do filme faz abrir bocejos a todo momento. A palavra Brasil é usada a torto e a direito, e a apropriação do povo brasileiro pelos diálogos de uma análise pedestre ridícula. Os diálogos talvez incomodassem menos se fossem seguidos de alguma ação. Porém, ele é seguido de mais diálogos, e nunca fazem parte de uma trama com cadência, pois como falei, os tempos passado, presente e futuro se combinam para formar uma miscelânea de momentos caóticos.

★☆☆☆☆ Wanderley Caloni, 2016-03-15 imdb