De Volta para o Futuro Parte II

Quatro anos depois do sucesso do filme sobre viagem no tempo, o diretor Robert Semeckis e seu companheiro de roteirização Bob Gale planejam uma continuação em duas partes, o que criaria um desfecho de uma trilogia em dois passos. Para isso, dois roteiros foram produzidos e filmados praticamente ao mesmo tempo.

O segundo filme, como um reflexo do primeiro, se volta para problemas que ocorrerão na família McFly 30 anos no futuro, o que implica em revisitarmos os mesmos conceitos do filme original com a grande diferença de estarmos visualizando um futuro possível para os idos anos 80, o que dá total liberdade de criação para a direção de arte, que amplia o universo do filme anterior e enriquece o atual com cores vibrantes e ideias e referências que pulam de todo lugar. É possível assistir o filme diversas vezes e ainda assim não encontrar todas elas.

A trilha sonora do mestre Alan Silvestri, agora já consagrada, recebe um tratamento alternativo, mas mantendo o tema tão vivo na mente dos fãs. A história, a princípio idêntica à primeira, se abre como em um leque e possibilidades em quatro dimensões, e é como se estivéssemos acompanhando uma história que acontece não em três lugares distintos, mas em três tempos, nessa que é a grande virtude do roteiro, que justifica sua aparente complexidade central.

Esse é o mais complexo dos três filmes, e pode se tornar corrido por boa parte do tempo. Ele passa num instante, o que prova o conceito de Einstein do tempo ser relativo. Também comprova as teorias audio-visuais no Cinema, que comprovam que uma edição eficaz consegue montar uma bagunça no roteiro tão bem composta como este Parte II.

★★★★★ Wanderley Caloni, 2016-03-20 imdb