Desejo de Matar

May 8, 2018

Imagens

Logo temos a experiência de acompanharmos a escalada brutal de Paul Kersey, que na pele de Bruce Willis em homenagem a Charles Bronson vive o brusco isolamento da vida social, ocupando o porão como um bagunçado esconderijo de seu alter ego, o distanciamento do seu irmão, além das noites agindo como vigilante andando a esmo nos piores lugares para estar em uma cidade grande. Tudo isso é narrado como um filme de ação trivial que tem seus momentos empolgantes e incidentais da ficção do homem comum fazendo justiça com as próprias mãos, e não um drama intimista de um pai de família que teve sua vida arrasada e que busca redenção aleatória. Mas dane-se, já que a sensação de poder e liberdade que Bruce Willis exibe e esse contraste de valores com os atuais movimentos sociais pacifistas (leia lenientes) paga-se sozinho. Só seria melhor se ele ajudasse mulheres e garotos negros que sozinhos precisam enfrentar bandidos impunes (pertencentes a todas as principais etnias). Ei, espera: ele faz justamente isso!

Wanderley Caloni, 2018-05-08. Death Wish (EUA, 2018), escrito por Joe Carnahan baseado no romance de Brian Garfield e no filme de 1974 de Wendell Mayes, dirigido por Eli Roth, com Bruce Willis, Vincent D'Onofrio, Elisabeth Shue. IMDB. Texto completo próximo ou após a estreia no CinemAqui (Source).