Filhos de Bach
Wanderley Caloni, 2017-04-04

Filhos de Bach, filme alemão e brasileiro ao mesmo tempo, tem as vantagens técnicas do cinema alemão (como o áudio) e os defeitos narrativos do cinema brasileiro (a tal “visão social”). O roteiro escrito a várias mãos e dirigido por duas delas (o alemão Ansgar Ahlers) explora a suposta dualidade entre órfãos do interior da Alemanhã e órfãos do interior de Minas Gerais, na cidade turística de Ouro Preto. Candido (Aldri Anunciação) é o intérprete de Marten (Edgar Selge), um músico alemão que cai de para-quedas na cidade mineira em busca de sua herança, uma partitura inédita do compositor Bach. Mas ele é roubado por crianças e agora precisa ensinar os delinquentes a tocar instrumentos! Sendo chantageado como resposta, este é um filme que tenta de tudo para ser relevante, mas acaba sendo burocrático e podre por dentro. Com alguns postais previsíveis da cidade histórica e momentos episódicos que lembram minisséries de televisão, é uma experiência esquecível que não consegue chegar onde queria. Seja lá onde for.

Crítica completa na estreia do filme no CinemAqui.

★★☆☆☆ Bach in Brazil. Germany. 2015. Direção: Ansgar Ahlers. Roteiro: Ansgar Ahlers, Soern Menning, Soern Finn Menning. Elenco: Edgar Selge (Marten Brückling), Pablo Vinicius (Fernando), Aldri Anunciação (Candido), Franziska Walser (Marianne), Dhonata Augusto, Dhonata Augusto (Heitor), Marília Gabriela (Ministerin), Thaís Garayp (Aufseherin), Helene Grass (Notarin). Edição: Barbara Hennings. Fotografia: Jörg Widmer. Trilha Sonora: Henrique Cazas, Henrique Cazes, David Christiansen, Gilvan de Oliveira, Jan Doddema. Duração: 90. Comedy. Estreia no Brasil: March 2016. #cabine