Garoojigi

Este filme tem uma história tão ruim, mas como ela é baseada em um “conto antigo” (que nunca existiu) nos faz pensar que isso é coisa do pessoal das antigas, um bando de malucos onde fazer sexo com uma ursa pode salvar uma aldeia da infertilidade. E como não dar risada de um filme supostamente erótico onde vemos meia-dúzia de peitos e nenhum órgão reprodutor?

Isso vindo de um filme asiático pode ser desculpado pela cultura. Mas é preciso ressaltar que a visão de sexo dos cineastas é tão infantil quanto o de uma criança de 12 anos. Para eles o ápice do sexo é ter um pau gigantesco e ficar usando ele em movimentos repetitivos ad exhaustum. Além disso, associa impotência com pau pequeno. Há uma cena em que o protagonista de pau pequeno é pisoteado várias vezes pelo irmão mais velho porque sua virilha está pegando fogo. Sim.

Mas este não é um filme sem pé nem cabeça, o que dá a sensação de não ser assim tão ruim. Ele tem uma historinha que vai montando piadas na velocidade do Zorra Total. Isso quer dizer que sabemos da conclusão de suas piadas mais ou menos uns 30 segundos antes dela ser concluída. Como a seguinte piada: o rapaz de pau pequeno vai mijar no topo da montanha e um velho faz o mesmo. O jorro de urino do velho é muito maior e isso envergonha o rapaz. Quando nosso herói fica de pau grande ele vai para o mesmo local e encontra o mesmo velho mijando. Está ocorrendo um incêndio lá embaixo e alguma espécie de princesa está com seu grupo pegando fogo. Bom, não preciso continuar para você entender qual vai ser a reviravolta e o que ela vai fazer acontecer.

Esse tipo de piada é o que permeia Garoojigi, vindo de um conto erótico completamente inventado que tem por objetivo mostrar como o sexo pode ser algo perturbador na cabeça dos asiáticos. Eles não conseguem sequer concluir o raciocínio de que as mulheres comandam, mas sempre haverá um grupo de baderneiros homens no bar (que tem que ser defendido por um homem, claro).

★★☆☆☆ Wanderley Caloni, 2018-01-30. Garoojigi. IMDB.