Ghost Hound

Geralmente as animações japonesas pecam pelo caricato sem ter muito realismo (exceção: stúdios Ghibli). Aqui, em Ghost Hound, começamos assistindo um drama psicológico, mas no meio a coisa vira exatamente este caricato, que, embora em um nível mais sutil, acaba por acusar a si mesmo de ser… uma animação.

Apesar disso, Ghost Hound é um trabalho denso, interessante, sempre marcado pelo mistério e descoberta de acontecimentos metafísicos/sobrenaturais aliadas a algo real ou pseudo-científico. Os espíritos que rondam aquele vilarejo são japoneses (no sentido que espíritos podem virar qualquer animal/vegetal), e o drama do jovem Miki Komori é pesado o suficiente para chamar a atenção por muito tempo.

Porém, se trata de uma série curta que se estende desnecessariamente, arrastando seus episódios, alongando-os mais ou menos o dobro do que deveriam ter. Não há nada que preencha a história, e por isso mesmo diferentes personagens, situações e cenários são utilizados para tentar enriquecer uma trama que já estaria de tamanho suficiente como um longa/média-metragem se fosse reduzido na história principal: a perda de sua irmã, o trauma causado pelo sequestrador, o mundo interno (ou externo, caso você acredite no sobrenatural) que Komori é obrigado a enfrentar para conseguir sua vida normal de volta.

★★★☆☆ Wanderley Caloni, 2016-10-23 imdb