Goosebumps: Monstros e Arrepios

Sim, há monstros em Goosebumps, último filme de Rob Letterman (Monstros vs Alienígenas) e que explora o universo do escritor infanto-juvenil R. L. Stine.

No entanto, os arrepios ficaram para uma segunda aventura. Apostando praticamente todas as fichas nas criaturas digitais, o filme impressiona logo no começo, com uma transição que envolve tinta se movendo para de lá surgir um Abominável Homem das Neves, e entretém muito bem com seus anões de jardim que arrancam suas sobrancelhas para mexê-las enquanto atacam em bando os humanos que são os heróis desse filme. No entanto, ao surgir um boneco de ventríloquo que se assume como o vilão máximo da história por soltar todos os bichos de suas gaiolas literárias, e um louva-a-deus gigante que está muito doido e sai correndo pelas ruas da cidadezinha onde se passa o filme, tropeçando aqui e ali em alguns carros pelo caminho. Nada disso gera o efeito de… terror? Que se supõe que existiria.

É claro que este é um filme referencial. O escritor R. L. Stine (Jack Black) era comparado com Stephen King, e aqui o filme brinca ao encenar os cenários de alguns de seus livros (como O Iluminado), além de gastar boa parte do seu tempo fazendo piadas engraçadinhas na pele do bobo da corte, o ator Ryan Lee que consegue arrumir quase que totalmente a função de entretenimento do projeto.

Enquanto isso, Jack Black está mais contido que de costume, então não há shows como Escola do Rock, e a dupla romântica… meh, é a dupla romântica. Nada mais precisa ser dito. Até o drama que se configura quando um segredo a respeito dela é revelado no final se revela bobo e inconsequente.

Efeitos, piadas engraçadinhas, traumas de infância suavizados para tentar divertir sem sequer se preocupar com a história. Goosebumps pode ser considerado ele mesmo uma diversão medíocre de um parque de diversões. Porém, diferente de uma roda gigante da vida, ele contém mais baixos do que altos.

★★★☆☆ Wanderley Caloni, 2015-10-21 imdb