Insubstituível

2017/02/24

François Cluzet, depois de Intocáveis, drama bem-humorada com Omar Sy sobre um cadeirante aprendendo a viver (ele era o cadeirante), vive agora um médico que tem câncer, e que possivelmente será substituído em breve por uma bela novata (Marianne Denicourt). O filme de Thomas Lilti pretende explorar um pouco esse “lado negro” da medicina, onde médicos estão constantemente em estado de apreensão e preocupação pelos seus pacientes, mas aprendem também a manter distância. E essa mesma distância é mantida pelo personagem de François de sua colega, além dele tentar à sua maneira “proteger” seus pacientes da falta de experiência e jeito com eles. Os dois estão trabalhando em uma comunidade rural da França, onde o por-do-sol é belíssimo e onde há uma trilha sonora vibrante e bem-humorada. Mas nem por isso o filme deixa de ser um tanto “dark”, e sutil demais para que nos foquemos em algum dos dramas vividos pelos personagens. Parece mais um filme sobre o cotidiano dos pacientes e a visão de dois médicos sobre o que deve ser feito. Não nos preocupamos com o câncer assim como não nos lembramos muito bem que ele existe. Há uma gordurinha para tentar tornar isso presente, mas dessa vez François Cluzet e sua sutileza não ajudaram muito a tornar o filme perceptível para o grande público.

★★★☆☆ Título original: Médecin de campagne. País de origem: France. Ano 2016. Direção: Thomas Lilti. Roteiro: Thomas Lilti. Baya Kasmi. Khalladi Shérazade. Elenco: François Cluzet (Jean-Pierre Werner). Marianne Denicourt (Nathalie Delezia). Christophe Odent (Norès). Patrick Descamps (Francis Maroini). Guy Faucher (Monsieur Sorlin). Margaux Fabre (Ninon). Julien Lucas (Le fiancé de Ninon). Yohann Goetzmann (Alexis). Josée Laprun (La mère d'Alexis). Edição: Christel Dewynter. Fotografia: Nicolas Gaurin. Trilha Sonora: Alexandre Lier. Sylvain Ohrel. Nicolas Weil. Duração: 102. Gênero: Comedy. Tags: cabine

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