Jovens, Loucos e Mais Rebeldes

Mais um filme dirigido e escrito por Richard Linklater (Trilogia do Antes, Boyhood) que analisa pessoas através de sua ficção que lembra um pseudo-documentário, nesse caso de um geração (final dos anos 70).

O diretor já havia feito um outro filme com a mesma temática 23 anos atrás: Jovens, Loucos e Rebeldes (apenas no Brasil o título é o mesmo), mas é curioso como o filme parece uma continuação do protagonista de Boyhood, pois acompanhamos o rapaz até sua adolescência. Não é o caso. Porém, ao descrever a chegada de um calouro no time de beisebol da universidade, o filme explora eficientemente a relação entre aqueles rapazes, as inúmeras moças que lhe cruzam o caminho, e a forma que encontram para passar o tempo e se divertir.

A fotografia de “Mais Rebeldes” é granulada e lembra um pouco filmes antigos, mas se parece obviamente com um trabalho digital. Seu figurino impressiona pela diversidade, que assim como os diferentes cenários das diferentes tribos que os rapazes acabam se enturmando – talvez essa tenha sido a necessidade do diretor de refazer um filme desses e não ficar no monocromático da maconha – acaba combinando em um mosaico mais rico do que poderíamos esperar.

O que torna a experiência um tanto artificial, burocrática e arbitrária, mas não chega a ser nada muito preocupante para um filme que sabe se divertir como ninguém, utilizando a música como um guia para o espectador acompanhar a energia vibrante de tanta testosterona junta.

★★★★☆ Wanderley Caloni, 2016-09-09 imdb