Mulher do Pai
Wanderley Caloni, 2017-06-13

Óbvio em sua estrutura, eficaz em suavizar o título exagerado durante toda a projeção, Mulher do Pai é um trabalho delicado e sutil, mas que apetece em sua forma didática de explorar que há ainda lugares sem internet e sem comunicação com a aldeia global que se formou, e a diretora Cristiane Oliveira está aí para explorar o amadurecimento de uma jovem nesse ambiente, com detalhes visuais em uma história onde seu pai é cego. Com o uso de símbolos gritantes (como a janela que se abre para o sol, invisível para seu pai) e diálogos pedestres, a experiência deste estudo de personagem fica mais na sua superfície embutida de regionalismo e anacronismo, possíveis apenas porque, como já disse, ainda há lugares isolados da nossa tribo internética. Ainda bem. Do contrário, filmes como esse não seriam mais possíveis de serem entendidos.

Crítica completa na estreia do filme no CinemAqui.

★★★☆☆ Mulher do Pai. Brazil. 2016. Direção: Cristiane Oliveira. Roteiro: Cristiane Oliveira, Michele Frantz. Elenco: Maria Galant (Nalu), Marat Descartes (Ruben), Verónica Perrotta (Rosario), Áurea Baptista (Vera), Amélia Bittencourt (Olga), Jorge Esmoris (Antonio), Fabiana Amorim (Elisa), Liane Venturella (Carmen), Diego Trinidad (Juan). Edição: Tula Anagnostopoulos. Fotografia: Heloísa Passos. Trilha Sonora: Arthur de Faria. Duração: 94. Drama. #cabine