Ninguém é Perfeito

Robert de Niro é Walt Koontz, um policial aposentado como herói. Philip Seymour Hoffman é Rusty, uma drag queen que canta em uma boate gay em seu próprio show. Ambos vivem em um prédio decadente dos subúrbios, e Walt odeia a ideia de conviver com esses seres bizarros, até que um roubo entre criminosos faz ambos se encontrarem e terem que conviver com suas diferenças.

Não é preciso comentar que ambos os atores são talentosos o suficiente para trazer vida a seus personagens sem os tornarem caricatos. Seymour Hoffman está irreconhecível, mas não particularmente tocante: o tom bizarro do filme impede nossa identificação. O mesmo pode-se dizer de Robert de Niro, que não possui diálogos particularmente inspiradores nem a chance de dizê-los. Porém, esse é um filme mais de momentos, gestos e faces que dizem muito mais sobre o que está ocorrendo em cena.

Exatamente por causa disso, a direção de Joel Schumacher (Batman Eternamente) erra a mão ao não tornar o encontro entre esses dois em algo intimista. A visão geral é que pessoas bizarras existem, e não são exatamente ou apenas drag queens. Talvez seja até o oposto.

Nesse sentido, talvez valha a pena uma revisita a este filme daqui uns anos.

★★★☆☆ Wanderley Caloni, 2013-07-14 imdb