Ninguém Entra, Ninguém Sai

2017/04/18

Este filme é como se a Zorra Total se casasse com o Porta dos Fundos e tivéssemos um retorno inocente, mas desonroso, às comédias dos anos 90 e todo o seu politicamente incorreto que fez com que Renato Aragão dizesse que Os Trapalhões hoje em dia não existiria. Se bem que o termo “politicamente incorreto” não fazia o menor sentido na época, e hoje é apenas um empecilho desastroso para a comédia em geral. Empecilho este que felizmente não existe na internet, de onde canais Porta dos Fundos se vangloria de ofender (direito deles) semanalmente alguma religião ou bandido de estimação (leia: político). De qualquer forma, o resultado é um filme divertidinho, com participações especiais que vão de Sérgio Malandro a Gabriel Totoro, passando por um personagem-coringa que quando relevado se torna hilário. As velhas coisas sem sentido dos anos 90 se incluem aí, como a polícia fazer o que quiser, como prender um monte de pessoas em um motel por 40 dias. Mas não se engane: não é um filme erótico. O pouco que tem de erotismo é broxante (trocadilho proposital?). Para alguns, as piadas devem funcionar. Para outros, deve ser broxante também.

★★☆☆☆ Título original: Ninguém Entra, Ninguém Sai. País de origem: Brazil. Ano 2017. Direção: Hsu Chien Hsin. Roteiro: Paulo Halm. Luis Fernando Verissimo. Elenco: Catarina Abdalla (Jéssica). Karolina Albertassi (Laís). Monique Alfradique (Severino). Leo Bahia (Roberto / Robert). Renata Castro Barbosa (Edilene). Bruno Bebianno (Médico). Paulo Bellei (Papado). Ricardo Boechat (Repórter Oscar Ribeiro). Alex Cabral (Motoboy Alex). Edição: Maria Rezende. Fotografia: Dante Belluti. Trilha Sonora: Marcos Kuzka Cunha. Duração: 83. Gênero: Comedy. Estreia no Brasil: 2017. Tags: cabine

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