O Último Ato

2015/03/13

Al Pacino era um dos grandes na década de 70, continuou sua carreira impressionante pela década de 80 e agora é incrível até interpretando um ator decadente. Seu Simon Axler de O Último Ato não impressiona, mas quando vemos a última cena descobrimos que não impressiona porque Al Pacino quis assim. É cativante também ver sua atuação conjunta com Greta Gerwig, responsável pelo filme independente Frances Ha ser tão ótimo. Curioso também ver Barry Levinson, de Rain Main, conseguir expressar esse carisma das pessoas em torno de Simon revelando apenas uma sombra do que ele foi. Porém, nem toda a genialidade do mundo pode converter um filme que se sustenta por muletas narrativas – e aqui é a conversa incessante entre Simon e seu psiquiatra – e essa mania recente que ainda não foi abandonada de Minhas Mães e Meu Pai de reforçar a estranheza para o público de relacionamentos não-convencionais – como a lésbica que se envolveu com uma mulher que trocou de sexo e agora está com seu padrinho. Convenhamos: acho que o mundo – pelo menos o da arte – já merece superar esses estigmas.

★★★☆☆ The Humbling. USA, 2014. Direction: Barry Levinson. Script: Buck Henry. Philip Roth. Michal Zebede. Cast: Al Pacino. Kyra Sedgwick. Greta Gerwig. Dianne Wiest. Dylan Baker. Dan Hedaya. Charles Grodin. Nina Arianda. Li Jun Li. Edition: Aaron Yanes. Cinematography: Adam Jandrup. Soundtrack: The Affair. Marcelo Zarvos. Runtime: 112. Ratio: 2.35 : 1. Gender: Comedy. Category: movies Tags: cabine

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