Os 27 Beijos Perdidos

Wanderley Caloni, May 5, 2019

Mais um filme russo dos anos 2k essa semana, filmado na Geórgia, Grécia, Alemanha, falado em russo, inglês, francês. Uma cidadezinha onde as jovens mulheres estão em polvorosa. Para piorar a cidade assiste Emanuelle as mil formas de amar. A única que não pode transar com seu grande amor, um professor de 41 anos, é a jovem Sibylla, de 14 anos. Enquanto isso o filho do professor tem direito a 100 beijos nessa menina, mas perde a chance de dar 27. Sim, a história é confusa desse jeito, além de ir a lugar algum.

Mas esta produção russa tem seu charme cultural. Logo no começo, quando o ônibus chega na cidade trazendo Sibylla ele é bombardeado pelo Tenente que não consegue engravidar sua mulher, a igualmente deliciosa Veronica; o ônibus perde o freio e fica dando voltas na praça para as pessoas descerem. Há metáforas para todos os lados sobre sexo, ou simplesmente sobre a vida, erotizada como em qualquer história com uma lolita que não se importa de ficar pelada onde quer que seja.

Este é um filme cujos acontecimentos servem para belas sequências de ação sem muito motivo de ser e onde a erotização é uma atração, sim, e pode interessar os marmanjos, embora tenha um leve toque de gênero sobre puberdade e paixão juvenil. A bela paisagem ainda serve de recepção a um capitão francês que traz seu barco sem o mar, e mais metáforas sobre o sexo e a vida surgem.

Vibrante sem muita cadência, 27 Beijos Perdidos é daqueles filmes que vai de nenhum lugar a lugar algum, cansa em alguns momentos e em outros entretém. Será que é porque vamos belas mulheres nuas pelo caminho em cenas de sexo calientes como em Emanuelle? Pode ser. Mas estou pensando com a cabeça de baixo.

Imagens e créditos no IMDB.
Os 27 Beijos Perdidos ● 27 Missing Kisses. Alemanha, Georgia, Reino Unido, França, 2000. Dirigido por Nana Dzhordzhadze, escrito por Dzhordzhadze e Irakli Kvirikadze. Com Nutsa Kukhianidze, Evgeniy Sidikhin, Shalva Iashvili. ● Nota: 3/5. Categoria: movies. Publicado em 2019-05-05. Texto escrito por Wanderley Caloni.


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