Os Pinguins de Madagascar

Assim como Carros 2, jogar personagens secundários – e engraçadinhos – em um trabalho solo raramente gera bons resultados.

No caso dos hilários pinguins e seus estratagemas elaborados que milagrosamente funcionam, eles possuíam ótimas participações nos dois primeiros Madagascar. Porém, eram participações curtas, pontuais e até orgânicas. Em Pinguins de Madagascar eles são os mesmos, e não há história principal que sustente por tanto tempo as mesmas piadas.

E o que temos na história? Temos a origem deles (como pinguins que rejeitam sua natureza coletiva), temos o pinguim-recruta que tenta deixar de ser apenas uma mascote, temos um vilão que surge usando a mesma ideia de “animais no zoológico adoram o público” já visto no primeiro Madagascar, e inacreditavelmente, temos um grupo de elite que imita a mesma dinâmica vista no igualmente ruim Carros 2.

O resto é o recheio que já conhecemos: piadas engraçadinhas, reviravoltas previsíveis – ou alguém duvida do que vai acontecer com a tropa de elite em sua missão ultra-planejada? -, lições de moral, mensagens de auto-ajuda, cenas fofinhas e você já sabe o resultado. Sinceramente, desde a primeira cena de perigo até a última nunca nos preocupamos com o destino dos personagens. Apenas aguardamos a próxima vez de dar uma risada mais ou menos.

Em breve (não duvido), um longa contando a saga do esquilinho Scrat. É bom lançar logo para aproveitar o boom das longas, longas aventuras do Hobbit.

★★☆☆☆ Wanderley Caloni, 2015-01-28 imdb