Osmosis

Wanderley Caloni, April 16, 2019

Ah, se o amor fosse apenas um código em um computador orgânico – aka nosso cérebro – e que fosse possível descobrir sua alma gêmea simplesmente analisando esse código. E se essa série distópica da Netflix, baseada em uma versão mais romântica e dramatizada de um episódio de Black Mirror, fosse francesa, e exibisse todas as formas de amar de um futuro próximo? Bom, aí nós teríamos que perder uma hora assistindo ao piloto para concluir: ideia interessante. Poderia ser um bom filme. Mas séries estendem demais conceitos simples.

E aqui há pequenos elementos que se unem para formar uma narrativa repetitiva que tenta abordar o tema do amor perfeito (ou a sua eterna busca) de várias maneiras, além de uma corrida contra o tempo para que a solução final fosse descoberta.

Esta é mais uma das séries que gosta de brincar com o conceito de nossos cérebros serem não apenas maleáveis, mas facilmente traduzíveis. Um dos seus trunfos é entender que as questões não são tão simples assim.

Imagens e créditos no IMDB.
Osmosis ● Osmosis. França, 2019. Criado por Audrey Fouché. Com Agathe Bonitzer, Hugo Becker, Gaël Kamilindi. ● Nota: 3/5. Categoria: series. Publicado em 2019-04-16. Texto escrito por Wanderley Caloni.


Quer comentar ou corrigir?