Fúria de Titãs

May 21, 2010 3 min.

Fúria de Titãs busca ser uma superprodução sobre deuses e humanos, mas falha miseravelmente em sua abordagem 3D, especialmente em suas transições, onde um bebê no barco parece distorcido ou a aparência de Hades quando este aparece entre os humanos. Com uma introdução um tanto rápida do protagonista, talvez deixando pouco espaço para criação da empatia ou até da criação desse personagem, logo parte-se para as lutas, mas que quase nunca emplacam, tendo como muleta a sua forçada trilha sonora que não conta muito com criatividade.

Quincas Berro d'Água

May 21, 2010 1 min.

É uma comédia até que eficiente nos momentos em que o morto “participa” da “bebemoração” de seu grupo de amigos, mas carece de algum elemento que junte isso à sobriedade da família do defunto. Mesmo assim, essa espécie de Dom Casmurro versão alcoolizada tem o seu charme pela criação daquela atmosfera de filme de época, vida boêmia e a falta do famigerado e mais que atual politicamente correto.

2 Dias em Paris

May 16, 2010 2 min.

Estreia de Julie Delpy (Antes do Amanhecer) em longas-metragens, o filme já diz a que vem através do seu título. Ambientada na cidade-luz, essa comédia de costumes, obviamente, é mais focada em seus personagens. Jack (Adam Goldberg), um hipocondríaco cheio de manias que vai descobrindo a namorada de dois anos em dois dias em Paris e o reencontro dela com seus ex-amantes. Marion (Delpy), a narradora em off (supostamente onisciente) da história, fica mais à vontade em torno da família e de seus amigos.

Mademoiselle Chambon

May 14, 2010 1 min.

Mademoiselle Chambon é daqueles filmes um tanto naturalistas, em que você precisa prestar atenção, mas não muita, para perceber a relação sutil entre os personagens, e os acontecimentos poderiam ter sido narrados de eventos da vida real e não soariam fantásticos. A bem da verdade, o núcleo narrativo do filme de Stéphane Brizé com certeza já deve ter acontecido na realidade uma série de vezes. A virtude do filme é conseguir representar isso sem escandalizar em demasiado, se focando nos personagens.

Tudo Pode Dar Certo

Apr 30, 2010 2 min.

A imprevisibilidade e a forma como tudo o que acontece em torno da história é a síntese do próprio filme, onde o caos (e o nosso conhecimento sobre) bate de frente com nossas crenças. Obviamente, por se tratar de um filme de Woody Allen, tudo isso será devidamente criticado através do seu protagonista com crises existenciais pós-divórcio. Uma prova de que ele é o sócia do diretor é que, apesar de refinado intelectualmente, o protagonista sente os mesmos sentimentos humanos, mas os expressa de maneira mais sutil, o que ao mesmo tempo torna-os mais evidentes ao espectador.

Alice no País das Maravilhas

Apr 23, 2010 3 min.

Os experimentos 3D do início da década mostraram pouquíssimas decisões acertadas (Pina, A Invenção de Hugo Cabret), mas muitos caminhos, se não errados, bem tortuosos. Podemos encontrar decisões completamente equivocadas a respeito do uso da tecnologia até mesmo no irretocável Avatar de James Cameron. Dessa forma, o que dizer do estilizado Tim Burton e seu remake live-action do livro de Lewis Carroll? Seguindo o mesmo entendimento de Cameron a respeito da câmera, o diretor continua usando e abusando do foco, mesmo em um “filme 3D” (estamos ignorando as cópias 2D, já que a produção foi filmada e pensada em 3D).

Mary e Max uma Amizade Diferente

Apr 16, 2010 3 min.

Tudo em “Mary e Max” é construído para tentar responder uma das perguntas emocionalmente mais ambiciosas e filosoficamente mais intrigantes que nós, passageiros desse planeta em direção à morte, nos fazemos de vez em quando: o que é a amizade? Mary (Toni Collette), uma menina da Austrália, começa a se comunicar ao acaso através de cartas com Max (Philip Seymour Hoffman), um senhor de meia-idade de Nova Iorque. Habitantes cada um do seu mundinho particular e distante, suas cores não se misturam, suas músicas possuem diferentes tons, suas idades são incompatíveis (o futuro de Mary é do mesmo tamanho que o passado de Max).

Big Stan Arrebentando na Prisão

Apr 4, 2010 2 min.

Se algumas pessoas possuem preconceitos (bobos) de não ver Rob Schneider atuar, o que diriam a respeito de um filme em que ele não apenas atua, como dirige! É o que acontece em Big Stan, onde o Stan do filme (Schneider) é um milionário do ramo imobiliário que vai ser preso por enganar velhinhas indefesas e precisa estar preparado para impedir o que parece inevitável uma vez na prisão: ser estuprado.

Homem de Ferro 2

Apr 3, 2010 3 min.

Se a primeira aventura do até então desconhecido Homem de Ferro impressionou o público, a crítica e a própria Marvel, essa continuação morna é a consolidação de Tony Stark como garoto-propaganda dessa fase. Não só isso, mas serve como o gancho que os produtores precisavam para inserir novos personagens secundários que serão mais ou menos relevantes na teia de eventos (ou colcha de retalhos) criada em torno da tão esperada estreia de Os Vingadores, filme que pretende unir uma série de heróis que terão cada um seus trabalhos solo.

Bem-Vindo!

Apr 1, 2010 4 min.

Olá, caro cinéfilo! Aqui você irá encontrar a coletânea de textos escritos pelo aspirante a crítico de cinema Wanderley Caloni, criado e mantido desde 2010. São mais de 1500 textos sobre filmes e séries, de todos os gêneros, épocas e estilos. Críticos que costumo ler: Roger Ebert. O falecido crítico ainda possui seus textos publicados e textos de novos filmes compartilhados entre seus colaboradores. Cinema Em Cena. Textos do melhor crítico técnico do Brasil da atualidade, Pablo Villaça, ativo há mais de 20 anos.