Screenland

Jun 29, 2018

Imagens

Essa série parece ter a intenção de reconhecer a genialidade dos gamers em antecipar futuras tendências nos jogos eletrônicos que virão com a melhora da inteligência artificial e a construção de ambientes virtuais, sejam eles realistas ou não.

Como o primeiro entrevistado sabiamente formula, a capacidade da mente humana em adaptar e interpretar nossa realidade será colocada à prova. Na verdade, já está sendo, como ele demonstrou em seu primeiro sucesso: um jogo que alia meditação com controle da consciência.

O formato desta série-documentário é o que incomoda. Com uma voz robótica e efeitos anos 90 dizendo como será a revolução digital de maneira profética, poética e piegas, a série nos tira a possibilidade de ativar nossa imaginação.

A coisa fica pior por causa do detalhamento inadequado da história. Em 20 minutos acompanhamos o desenvolvimento de duas criações experimentais sem saber direito como elas funcionam. Tudo bem existir o mistério do pra quê elas serão usadas (ninguém sabia direito para quê serviria o Twitter até ele começar a bombar), mas sem nos dar a chance de entender os objetivos por trás do autor da máquina de meditação fica difícil se identificar com seu protagonista.

Da mesma forma, o projeto patrocinado por George R. Martin, criador da série de livros Game of Thrones, que se passa em um mundo fictício, mas muito semelhante à Idade Média, peca em não estabelecer quando este projeto deverá ser considerado pronto. Mesmo jogos aparentemente sem fim como Minecraft tiveram sua versão 1 lançada para deleite de seus early adopters.

Sem saber direito a que veio e sem se destacar de vídeos do YouTube (alguns são melhor produzidos e mais atuais), está série está fadada a ser tão esquecível quanto as incursões de George Lucas em dourar sua pílula em uma galáxia tão distante. E isso ninguém precisa para viver.

Wanderley Caloni, 2018-06-29. Idem. EUA, 2017. Com Kate Kneeland. Basicamente é isso. IMDB.