Sem Limites

Bradley Cooper protagoniza este filme de Neil Burger, provavelmente o melhor trabalho até aqui do diretor que já fez O Ilusionista, mas também Divergente.

A história, adaptada pelo igualmente habituado a trabalhos mdíocres Leslie Dixon, é baseada no romance de Alan Glynn, e talvez por isso suas ideias sejam interessantes se levadas pela abordagem realista que o filme todo o tempo tenta trazer.

Cooper é Eddie Morra, um escritor frustrado em crise de inspiração, que engole um pílula de uma nova droga que promete trazer concentração e acesso ao cérebro inimagináveis. A partir daí, sua vida muda e rapidamente o escritor frustrado tem um livro em 4 dias e começa a operar loucamente na bolsa de valores, atiçando a “curiosidade” de velhos veteranos nesse jogo, como Carl Van Loon (Robert De Niro), que faz a vez Gordon Gecko (Wall Street).

O filme não tenta explicar muita coisa visualmente, o que é ótimo. Vemos praticamente o ponto de vista de Eddie, que é o narrador onisciente. Porém, as narrações são recheadas e obviedades e redundância ao que acabamos de ver, o que torna a experiência meio enfadonha. As melhores partes, sem dúvidas, são quando, por relapso ou proposital, não sabemos direito a relação entre os usuários dessa droga.

E outra coisa que força demais a lógica dessa atmosfera de conspiração é quando percebemos que nenhum desses gênios instantâneos foi capaz de reproduzir a fórmula, embalados na ganância do dinheiro fácil. Talvez seja apenas a visão do filme de que apenas os gananciosos usariam essa droga, ou conseguiriam obtê-la.

★★★☆☆ Wanderley Caloni, 2016-03-19 imdb