Bonding

Wanderley Caloni, April 24, 2019

Bonding, ou Amizade Dolorida (como está na Netflix Brasil), é uma série curtinha, que quase pode ser um filme, se tivesse a ousadia de implementar um closure no final de sua temporada. Mas não importa: é um conteúdo solto. Livre, leve e solto. Ele trata de traumas de adolescência, sexo e fetichismo de maneira a abraçar o mundo. E é um abraço gostoso e engraçado.

É mais ou menos essa a impressão dessa série que possui um elenco afiado para sua história, que envolve a amizade entre um gay/bi e uma garota atormentada pelos rapazes do colégio. Eles “cresceram” e resolveram seus problemas desenvolvendo diferentes fetiches sexuais. Ela é uma dominatrix, e trabalha com isso. Ele é um fudido, e trabalha para ela como assistente. E tem fetiches por pés.

Os personagens que vão se acumulando nos curtos episódios são assim como eles engraçados e espirituosos. Não é que o roteirista escreveu frases de efeito para todos eles e foi distribuindo. As piadas funcionam do ponto de vista de cada um deles. Este é um trabalho acima da média da Netflix, pois vitimiza pouco os bizarros que tenta homenagear/prencher cota, preferindo dessa vez comemorar as diferenças.

E nesse sentido temos um movimento Community (quando os nerds foram homenageados como deveriam, e não com os retardados de The Big Bang Theory) para variantes sexuais. Os especialistas da área da saúde talvez pirem, mas bem feito para eles, que dependem que as diferenças comportamentais dos mortais existam e sejam tratadas como doença.

Imagens e créditos no IMDB.
Bonding ● Bonding. EUA, 2019. Com Zoe Levin, Brendan Scannell, Micah Stock. ● Nota: 4/5. Categoria: series. Publicado em 2019-04-24. Texto escrito por Wanderley Caloni.


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