Sniper Americano

sniper Americano é um filme de Clint Eastwood, e com isso deduzimos de onde vem a sensibilidade da maior parte do filme e a calma com que o tempo é conduzido na história de Chris Kyle (um Bradley Cooper irreconhecível), um “caipira” patriota e que resolveu se candidatar ao exército de elite, desistindo de sua vida de caubói e deixando sua esposa sozinha cuidado de seus filhos em longos hiatos, que são as operações que ele participou na última cagada norte-americana: a Guerra do Iraque.

Ressaltando com exatidão os dilemas morais do sujeito, e universalizando essa dúvida com nós, espectadores, a primeira cena já é forte o suficiente para repensarmos toda essa bobagem de guerra: matar uma criança é justificável para salvar um bando de soldados que, adultos, escolheram esse risco? Igualmente preciso em imaginar a rotina de um atirador de elite através de sua arma, uma sniper de longo alcance e ótima pontaria, o filme é realista no ponto certo e em um ritmo rápido para trazer à tona o tema da guerra.

No entanto, uma vez que a atmosfera é estabelecida, não temos mais nenhum avanço significativo na história. Entendemos a tensão acumulada em Chris e todos os seus assassinatos, mas não é preciso muito tempo de tela para entendermos isso. Até na primeira cena, que corta para o futuro, onde agora pai treina seu filho que atira em um veado.

Sem altos e baixos, mas sem igualmente pontos altos, sniper Americano é um filme OK, que conta uma história OK e que termina abruptamente, cortando sua narrativa em prol da história baseada em fatos reais, nunca uma notícia muito boa.

★★★☆☆ Wanderley Caloni, 2015-04-30 imdb