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Eu Não Sou Seu Negro

Jan 31, 2017 1 min.

Este é mais um documentário para abrir e manter aberta a ferida do passado de segregação racial norte-americana. Algo precisa ser feito, de acordo com o autor, James Baldwin, cujo roteiro é baseado em seu romance inacabado. Baldwin foi amigo/conhecido de três ícones do movimento negro americano: Medgar Evers, Malcolm X e Martin Luther King. Curiosamente, como ele bem coloca, cada um deles uma liderança muito diferente, muito única, do movimento.

La La Land: Cantando Estações

Jan 27, 2017 4 min.

Existe uma aura de saudosismo misturado com melancolia que cobre Hollywood. Junto dela os sentimentos mais exagerados no Cinema são celebrados em La La Land, que constrói, sim, mais uma homenagem à Sétima Arte (e aos musicais), mas ao mesmo tempo não para por aí. O seu sentimento de que há algo especial nisso tudo que merece ser preservado se une com a ideia ambiciosa de que é justamente a mudança que preserva os fundamentos que tornam o Cinema tão especial.

Minha Vida de Abobrinha

Jan 27, 2017 1 min.

Esta é uma animação em stop-motion irretocável, com um tema lúdico de cores e formatos belíssimos, texturas criativas e movimentos perfeccionistas. Tem pouco mais de uma hora de duração e durante todo esse tempo impressiona pelos seus dotes artísticos. Porém, como narrativa, peca, e muito. É simplório, bobinho, limitado. Assim como o bobo O Menino e o Mundo, que converte ideologias em fatos através dos olhos de uma criança – talvez maior covardia não exista – Minha Vida de Abobrinha nos remete a criaças em um orfanato que parecem ter saído das “fanfics” da esquerda, onde vemos pequeninos de seis anos levantando em um ônibus lotado de adultos recitando sermões com palavras que não conhecem e motivos que apenas adultos entenderiam.

Moonlight: Sob a Luz do Luar

Jan 12, 2017 4 min.

O que faz um filme notório? É seu estilo? Ou a história que quer contar? Ou seriam os dois? Moonlight, do diretor/roteirista Barry Jenkins, tem uma bela história com personagens de alguma forma genéricos, em uma época genérica, mas com alguns pequenos traços… genéricos também. E isso é narrado através de uma estilo forte, que bate no enquadramento, bate na trilha sonora, bate na fotografia, mas em nenhum deles parece conseguir extrair significado dessa história.

Moana: Um Mar de Aventuras

Jan 7, 2017 4 min.

É fascinante constatar como os trabalhos anteriores da equipe de criação da Disney servem de pavimento para criações cada vez mais ambiciosas. E aqui o ponto alto de Frozen, quando Elsa se transforma no que sempre foi, vira um simples rascunho da força da música de Maoma, onde ela não apenas identifica (e assume) quem realmente é, mas quem seu povo deve ser. Em ambos é a força do indivíduo que prevalece, mas só na segunda essa força ganha um panorama dentro de uma comunidade, da sua história e tradição e, principalmente, de sua própria sobrevivência.

Sully: O Herói do Rio Hudson

Jan 5, 2017 4 min.

Sully é um trabalho delicado e empenhado não apenas de um diretor que vem crescendo cada vez mais sua sensibilidade a respeito da figura humana, mas também um trabalho de uma equipe de cineastas afiada com a proposta deste simplório e poderoso filme. Ele transforma medo em esperança, resgatando no processo, em um mundo cada vez mais dominado por máquinas e matemática, o surrado, mas ainda de pé, “fator humano”.

Rogue One: Uma História Star Wars

Dec 28, 2016 5 min.

É um prazer poder experimentar um pouco do universo dos filmes de Star Wars sem se preocupar (muito) com personagens centrais, tramas que mudarão a galáxia e, principalmente, histórias que nunca terminam. E apesar disso, aí está você de novo, estrelinha da morte. A fixação da alegoria com morte e destruição nunca termina. Ela se mantém quase como um fetiche escondido e refletido nos “inimigos”, braço esquerdo da mesma Força. O lado negro sempre é a visão mais clara do que acontece quando o poder está nas mãos de poucos, sejam eles tiranos malignos ou pseudo-representantes do “povo”.

Animais Fantásticos e Onde Habitam

Dec 15, 2016 5 min.

Quando a série Harry Potter terminou nos cinemas veio a sensação de saudade com um misto de “saga intocável”, no sentido de qualquer tentativa de “George Lucarizar” a franquia estaria fadada ao fracasso. A não ser que fosse apenas utilizado o universo onde se passam os filmes, mas não os mesmos personagens, ou as mesmas situações (mago do mal, cada filme um ano na escola). Pois bem. A partir de Animais Fantásticos, a escritora J.

A Qualquer Custo

Dec 8, 2016 4 min.

Este é um filme texano no sentido mais texano da palavra. Ele exibe contemporaneidade usando a crise de 2008 como pano de fundo de uma dupla de irmãos que trazem de volta o fantasma de Bonnie e Clyde em um formato totalmente novo, mas realista, intenso e dramático. Tudo isso em um policial dos bons, que usa a ação a seu favor e que ainda se beneficia pela presença de Jeff Bridges, que cria personagens paradoxais a cada filme que participa.

Kubo e as Cordas Mágicas

Dec 3, 2016 3 min.

Kubo é uma animação em stop motion que usa um monte de elementos computacionais para tornar tudo muito mais fluido, mágico e… não-stop motion. Porém, ao mesmo tempo, ele se aproveita da técnica para tornar tudo muito mais real. Ele conta uma história oriental com o herói sendo uma criança, mas não são exatamente coisas de criança que ocorrem com ele. A maior virtude do filme talvez seja sua não-infantilização de um filme que entende que crianças podem aguentar discussões que envolvam a morte, e não há nada de errado em um garoto não ter seu olho esquerdo.