The Birth Of Sake

2017/09/24

Este filme é uma passagem integral, burocrática e um tanto poética de uma fabricante de saquê nos moldes tradicionais do Japão. Há pouca informação e muita pseudo-emoção. Quase um apelo pela sobrevivência dos tradicionalistas, frente a uma indústria que automatizou quase todo o processo com máquinas.

Não é pra menos. Toda a equipe de funcionários precisa ficar seis meses na destilaria por ano, sem direito a ficar com seus familiares. O trabalho é imenso e exige muito de todos. Não se sabe exatamente qual parte do trabalho exige isso, nem muitos detalhes da fabricação do próprio saquê, exceto o básico (vem do arroz, ele é cozido, misturado com fungo, etc).

A direção de Erik Shirai é poética, usa tomadas em câmera lenta e trilha sonora de reflexão, mas entrega pouco do que poderia ser um trabalho ambicioso. Ele prefere focar nesse pequeno grupo e como eles se tornam além de colegas, amigos e uma família. Tudo fica ainda mais intenso depois que um dos membros falece. Somos apresentados a cada um deles pela sua idade e há quanto tempo estão no negócio. Muitos deles são velhos, mas muitos também começaram há pouco mais de uma década a tentar manter um negócio centenário.

★★★☆☆ The Birth of Saké. Japan, 2015. Direction: Erik Shirai. Script: Erik Shirai. Edition: Takeshi Fukunaga. Frederick Shanahan. Cinematography: Erik Shirai. Soundtrack: Ken Kaizu. Runtime: 90. Gender: Documentary. Category: movies Tags: netflix

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