The End Of The F***ing World

Feb 6, 2018

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Apesar do piloto desta série apresentar desde o começo dois adolescentes problemáticos, um psicopata e uma ninfomaníaca, não é à toa que fuck… ops, f***, está encoberto no título. Este é mais um sintoma da geração abobalhada que acha que é cool, mas não consegue falar de sexo sem corar nem falar da morte de inocentes por diversão. Propaganda enganosa em cima de outra, este é um casal bonitinho que, como Arlequina em Esquadrão Suicida, adora falar que é louca. Não porque ela seja, mas porque é cool ser louca.

Mas algo no personagem de Alex Lawther (Black Mirror, ep. Shut Up and Dance) que nos faz prestar um pouco mais de atenção em seus movimentos, olhares e expressões. Ele é James, um menino que teve uma infância complicada e aprendeu que gosta de matar pequenos animais. Com a faca. E aguarda seu momento de estrear com humanos. Ele pretende começar com sua namorada incidental, Alyssa.

E Alyssa, vivida aqui por Jessica Barden com uma adolescência repugnante. Seus comentários como narradora (ambos o são) é aceitável. Mas é só. Cheia de anti-carisma com suas sardas e seus comentários vergonhosamente inadequados, não há nada muito engraçado depois que você percebe a dinâmica da moça. Apenas esperamos que ela finalmente se dê mal.

O que sabemos que não vai acontecer. Estes dois são os heroizinhos romanticuzinhos que irão viver uma aventura adolescente e não haverá muitas mortes ou sangue, exceto de pessoas más pelo caminho. A estrutura desta série tem uma grande vantagem em relação às outras que a Netflix anda lançando: os episódios só tem 20 minutos e parece que há uns 8 episódios. Mas não sei se tenho coragem de continuar. Acho que vou reassitir pela quarta vez Rick & Morty.

Wanderley Caloni, 2018-02-06. The End Of The F***ing World. EUA, 2017. Com Jessica Barden, Alex Lawther, Steve Oram. IMDB.