Voltar a Morrer

Roteiros excelentes, ou com ideias excelentes, nem sempre vão dar naquele filme inesquecível. Ou, pelo menos, não esquecível de uma maneira boa. No caso de Voltar a Morrer, de Kenneth Branagh (Frankenstein de Mary Shelley, Hamlet), o uso do visual no seu sentido mais sui generis da palavra termina por transformar um suspense dramático em diversas cenas onde o espectador fica na dúvida se deve rir ou se espantar com os acontecimentos em câmera lenta. No entanto, o conceito de vida após a morte poderia ter virado um plot sensacional, o que de fato é, se racionalizarmos os acontecimentos em torno da história da personagem de Emma Thompson e seu trauma do passado envolvendo o assassinato da esposa de Roman Strauss, um compositor famoso (ou pelo menos que ele gostaria de ser).

No entanto, não há como racionalizar o que vemos na tela sem levar em consideração… o que vemos na tela! E é embaraçoso concluir que as pistas colocadas no meio da história soam risíveis quando desvendadas. Sinto muito, Voltar a Morrer, mas seu tom de narrativa não me fez pular da cadeira senão para rir. Ainda assim, na minha cabeça o filme é bem melhor.

★★★☆☆ Wanderley Caloni, 2014-03-04 imdb