Westworld - Primeira Temporada (Revisita com algumas questões e Spoilers)

2017/07/31

A revisita a Westworld vale muito a pena. Detalhes que só serão revelados no final são percebidos desde o começo, e a experiência de torna única novamente. Em meu primeiro texto não me lembro se liberei spoilers (vendo agora… não), mas este aqui é certeza que terá. Como toda revisita a esta série deve ter.

Em primeiro lugar, fui desnecessariamente duro com a série em meu primeiro texto. Se trata de uma história necessária para os dias de hoje, e uma história cujo roteirista necessário é possível contar nos dedos. E Jonathan Nolan obviamente está na lista. É dele O Grande Truque, Amnésia e Interestelar. Todos eles possuem algo com Westworl em comum: lidam com mudanças bruscas no tempo, com tempos paralelos e trucagens no tempo.

Aqui a grande trucagem está nos bonecos de Westworld, que por não envelhecerem, podem pertencem a períodos temporais distintos. Porém, seus personagens humanos, esses sim, estão bloqueados no tempo e em sua visão limitada da realidade. Os bonecos conseguem reprogramar suas narrativas de maneira muito mais eficiente que um ser humano, embora vivam seus sonhos (e pesadelos) como se fossem a própria vida. Essas diferenças entre humanos e andróides são vitais para entendermos a escalada dessas criaturas para sua merecida liberdade e consciência.

Mas isso ainda está em xeque. Terão alguns andróides atingido a consciência, ainda que da forma deles? O que dizer de um programador de androides onde ele próprio é um androide? Ele está consciente?

A questão do controle é bem curiosa, também, pois aqui os humanos fazem o papel das forças da natureza, já que humanos estão presos à sua natureza, e os androides, a humanos. Anthony Hopkins faz aqui um de seus melhores papeis, e arcos, e é deles o melhor pacote de frases profundas, embora todos tenham o seu papel na história. Principamente os androides.

É curioso perceber como humanos pouco mudam durante a temporada, mas os androides, estes sim vivem sua revolução, de forma velada, mas vibrante. É um deleite filosófico acompanhar a narrativa do ponto de vista da capacidade deles adquirirem uma forma de consciência, fora os diferentes símbolos criados para esta consciência.

Enfim, apenas um pequeno desabafo de uma das melhores séries ainda em execução. Espero extrair mais conteúdo da minha terceira vez em que assiti-la. Sua complexidade me fascina, mas ao mesmo tempo me consome. Não consigo imaginar como o espectador médio passar por esse martírio.

★★★★★ Título original: Westworld. País de origem: USA. Ano 2016. Direção: Jonathan Nolan. Fred Toye. Roteiro: Lisa Joy. Jonathan Nolan. Michael Crichton. Dan Dietz. Halley Wegryn Gross. Charles Yu. Elenco: Evan Rachel Wood (Dolores Abernathy). Thandie Newton (Maeve Millay). James Marsden (Teddy Flood). Jeffrey Wright (Bernard Lowe). Ed Harris (Man in Black). Talulah Riley (Angela). Louis Herthum (Peter Abernathy). Anthony Hopkins (Dr. Robert Ford). Edição: Andrew Seklir. Tanya M. Swerling. Mark Yoshikawa. Fotografia: Brendan Galvin. Robert McLachlan. Jeff Jur. Paul Cameron. Trilha Sonora: Ramin Djawadi. Duração: 60. Gênero: Drama. Tags: paulocoelho westworld

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