Zama

Mar 26, 2018

Imagens

Filme chato pra caralho. Tem um cara que não se sente confortável ao lado de mulheres, mas continua do lado delas do mesmo jeito. Ele fala que virou pai com uma nativo americana que não existe (e nem o filho) mas não consegue sequer seduzir uma dama da realeza ávida por emoções. Ele está delirando e devaneando em um filme de época da colônia espanhola na América do Sul; fala sobre peixes que nascem e lutam para se manter na água que a expulsa. Eles vivem sempre à margem do rio, assim como ele próprio, sub oficial do governo, vive às margens plácidas da sociedade (e literalmente começa o filme à margem de um rio). O bandido mais procurado e mais injustiçado neste mundo é Vicuña Porto, que é um daqueles criminosos que povoaram a pior nação da América do Sul: a que fala português. Essa é uma produção argentino/brasileira baseada em um romance existencialista de dar sono, mas é mais argentina do que brasileira (a participação brasileira fica pela Ancine, que está aí tão somente para doar nosso suado dinheirinho). E este é mais um filme que demontra como uma boa direção com os incentivos errados (adaptar um romance existencialista que é um porre) pode dar certo e errado ao mesmo tempo.

Wanderley Caloni, 2018-03-26. Zama (Argentina, 2017), escrito por Antonio Di Benedetto, Lucrecia Martel, dirigido por Lucrecia Martel, com Daniel Giménez Cacho, Lola Dueñas, Matheus Nachtergaele. IMDB. Texto completo próximo ou após a estreia no CinemAqui (Source).